| A proposta de educação
implantada na Escola Viva Vida visa contribuir para a formação
integral de seus alunos e para o desenvolvimento das suas plenas capacidades
(motoras, afetivas, sociais e cognitivas), bem como para sua formação
enquanto cidadão participativo, consciente e atuante na sociedade.
Visando oferecer aos alunos a possibilidade de uma aprendizagem
dinâmica, global e significativa, norteamos nossa ação
educativa tendo por base a própria realidade do educando,
partindo do princípio de que através de estímulos
e desafios ele é capaz de agir sobre o meio, compreendendo
a ação realizada e construindo, assim, seu próprio
conhecimento.
Coerentes com os fundamentos teóricos do Construtivismo
e do Sócio-interacionismo, nossa meta básica é
implementar um ensino de qualidade, que respeite e valorize o ser
humano e que contribua plenamente para seu desenvolvimento, para
a construção dos seus conhecimentos e para sua formação
enquanto cidadão.
Assim, a proposta educativa da Escola Viva Vida estabelece uma
perspectiva de obtenção do conhecimento em consonância
com as orientações da Lei 9.394/96 e com os Parâmetros
Curriculares Nacionais: a contextualização do conteúdo
com a realidade do aluno, o respeito à sua bagagem de conhecimentos,
a reflexão sobre suas experiências de vida e a construção
da cidadania.
Pressupostos Teóricos
A Escola Viva Vida tem sua Proposta Pedagógica baseada na
abordagem sócio-construtivista da aprendizagem, objetivando
ampliar as capacidades dos alunos, desenvolvendo a autonomia, a
compreensão da realidade, incentivando a participação
e a co-responsabilidade na vida social.
Adotando os fundamentos de uma proposta sócio-histórica,
a Escola Viva Vida busca, à luz das teorias construtivistas
de Jean Piaget, Lev Vygotsky, Henri Wallon, Emília Ferreiro,
Ana Teberosky e outros, o embasamento necessário para sua
prática pedagógica.
Para Piaget, o conhecimento humano resulta da interação
do sujeito com o ambiente e o agir de quem aprende é elemento
central para se compreender algo. Segundo suas pesquisas, a criança
se apodera de um conhecimento se “agir” sobre ele, pois
aprender é modificar, descobrir, inventar.
A educação respaldada em princípios piagetianos
visa promover o desenvolvimento amplo e dinâmico do educando,
desde o período sensório-motor até o operatório
abstrato. Para isso, a escola deve promover a descoberta e a construção
do conhecimento. A finalidade é a formação
de homens criativos, inventivos e descobridores, de pessoas críticas
e ativas, construtoras de sua autonomia.
O psicólogo soviético Lev Vygotsky é o principal
representante dos pressupostos sócio-históricos da
teoria construtivista, pois considera que o homem constitui-se como
tal através de suas interações, sendo visto
como alguém que transforma e é transformado nas relações
produzidas em uma determinada cultura.
Vygotsky evidencia em seus estudos a necessidade de interação
com os objetos de aprendizagem num ambiente social real, no qual
os parceiros mais experientes orientam os parceiros menos experientes.
A contribuição entre os alunos é fundamental
para o avanço individual e coletivo destes na construção
do conhecimento.
Em tal perspectiva, o sujeito não é ativo, nem passivo,
mas interativo. Sua atividade passa a ser considerada, não
no isolamento das relações do sujeito com o mundo
físico, mas nas interações mediadas pelos signos
culturalmente construídos nas interações sociais.
Para Henri Wallon, médico, psicólogo, pedagogo e
ativista político, são dois os principais fatores
do desenvolvimento do psiquismo infantil: um biológico, ligado
ao amadurecimento do sistema nervoso, e outro social, constituído
pelas interações da criança com o meio. Segundo
sua teoria, a dimensão afetiva tem lugar central, tanto do
ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento.
Para Wallon, a educação é um fato social,
que deve ter consideradas suas dimensões políticas
e sociais, sem as quais a obra educativa se tornaria artificial
e limitada. As relações sociais da criança
com seus pares na escola, bem como com adultos, são consideradas
fundamentais, já que possibilitam a aprendizagem social,
o desenvolvimento da consciência de si e da consciência
social, a experiência da solidariedade, além do desenvolvimento
afetivo, social e intelectual.
Dessa forma, a Escola Viva Vida busca desenvolver uma concepção
de educação baseada nos modelos desenvolvidos por
esses e outros teóricos da educação, como:
Emília Ferreiro (Psicogênese da Língua Escrita),
Fernando Hernández (Pedagogia de Projetos) e Howard Gardner
(Inteligências Múltiplas), permitindo ao aluno utilizar
o conhecimento adquirido para analisar, sintetizar, interpretar,
refletir e desenvolver capacidades que lhe permitam produzir bens
culturais, sociais e econômicos na sociedade em que vive e
deles usufruir.
O referencial adotado pela Escola Viva Vida propõe, ainda,
uma educação comprometida com a cidadania e com a
propagação dos valores humanos, portanto apoiada sobre
os princípios de dignidade do ser humano, igualdade de direitos,
participação e co-responsabilidade pela construção
e destino da vida coletiva. |